Parentalidade Positiva | Escola de Pais

Segundo um estudo efectuado pela Dr.ª Nora Cavaco (2010), com o objectivo de analisar a qualidade da parentalidade, recursos de resiliência (a capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas) e o rendimento académico de adolescentes, deduz-se que a percepção de afecto parental pelo adolescente promove uma adaptação positiva à vida. Isto é, quando os adolescentes possuem vínculos positivos (relação de aceitação, proteção, calor afectivo, etc.) com os seus pais e as práticas parentais são caracterizadas por níveis ajustados de autonomia e controlo, os adolescentes ficam mais protegidos contra o desenvolvimento de problemas psicológicos. Pelo contrário, vínculos negativos e/ou práticas parentais desajustadas funcionarão como factor de risco ao desenvolvimento de problemas de índole psíquica (Vera Lisa Barroso, 2013).

Sabe-se que o exercício das funções da parentalidade depende de um conjunto de variáveis, nomeadamente, a história de desenvolvimento dos progenitores; a sua personalidade e recursos psicológicos; as próprias características da criança; a relação entre pai e mãe; o contexto e o suporte social existente; os recursos sócio-cognitivos (atitudes, expectativas, crenças) e os estilos e práticas parentais. São também importantes duas dimensões ao nível da parentalidade: a responsividade e a exigência/controlo. O primeiro conceito remete para a capacidade de dar resposta às solicitações da criança, isto é, reconhecer e satisfazer as suas necessidades, mas com afecto; o segundo, tem a ver com a capacidade de definição de regras e limites, de atribuição de consequências adequadas face ao não cumprimento de regras, bem como a capacidade de acompanhar e monitorizar os progressos da criança (Silva e Esteves, 2012).

Atendendo a que todas estas variáveis são importantes, e relevantes no desenvolvimento de uma relação saudável entre pais, mães, filhas e filhos, e sabendo que o exercício da parentalidade é uma tarefa exigente e envolvente (Silva e Esteves, 2012), pretende-se nesta formação discutir a temática da parentalidade, munir os pais de ferramentas que potenciem as suas competências e promovam práticas parentais positivas.