Miúdos a votos: Quais os livros mais fixes?

Uma iniciativa inédita, a VISÃO Júnior e a Rede de Bibliotecas Escolares organizam a eleição dos livros preferidos das crianças e jovens portugueses. O processo será semelhante ao de umas eleições políticas, promovendo simultaneamente a leitura e a cidadania: haverá recenseamento, apresentação de candidaturas, campanha eleitoral, votação e escrutínio dos votos, organizados e participados por alunos. Durante a campanha eleitoral, estes defenderão junto dos colegas os seus livros preferidos – podendo fazê-lo em comícios, cartazes, programas de rádio e televisão, sessões de esclarecimento, debates… A VISÃO Júnior cobrirá, na revista, no site e no Facebook, o período da campanha eleitoral nas escolas, tornando-a assim uma verdadeira campanha eleitoral nacional. O projeto que visa apurar os livros favoritos dos nossos jovens tem o apoio do Plano Nacional de Leitura, da Comissão Nacional de Eleições, da Pordata e da DireçãoGeral de Educação (DGE). Com esta iniciativa, os alunos ficarão a conhecer como se desenrola um processo eleitoral e para que serve. Ao longo do ano letivo, será disponibilizado às escolas material de apoio que lhes permita dar a esta ação o caráter de um processo eleitoral político. Esta iniciativa, que pretende dar voz às crianças e jovens portugueses, habitualmente pouco auscultados em processos de decisão que lhe dizem diretamente respeito, possibilita um processo de aprendizagem importante, que ajudará a formar cidadãos de pleno direito.

O Nosso Colégio irá participar e já se encontra Inscrito!!! Inscrito!!! Até dia 19 de dezembro os alunos irão apresentar o livro mais Fixe… Esta fase corresponde ao recenseamento numas eleições. Que livros se ‘apresentam’ a estas eleições? - Todos os livros, sejam eles de prosa, poesia, banda desenhada ou teatro, podem ser candidatos. A escolha dos livros candidatos que concorrerão a estas eleições será realizada pelos alunos, através do preenchimento do formulário disponível junto das professoras do 1º ciclo e junto das professoras de português do 2º e 3º Ciclos, até 19 de dezembro. Esta fase corresponde à apresentação de candidaturas.

COMO SE SABERÁ QUAIS SÃO OS LIVROS CANDIDATOS? A partir de todos os títulos apresentados pelos alunos, e com o apoio da Pordata, será constituída uma lista final nacional dos livros candidatos que irão a votos a 17 de março. Para entrar na lista, será necessário recolher um número mínimo de candidaturas, tal como os candidatos a umas eleições presidenciais têm de apresentar um número mínimo de assinaturas.

O QUE ACONTECE DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL? Os alunos que queiram fazer campanha por um livro inscrevem-se junto da professora do 1º Ciclo do Ensino Básico ou junto das Professoras de Português do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico. Durante a campanha eleitoral, os alunos defenderão publicamente o livro de que mais gostam. Poderão fazê-lo dentro da sala de aula (equivalente a uma ‘sessão de esclarecimento’), na biblioteca escolar ou na sala de alunos (equivalente a um ‘comício’), através de cartazes afixados na sala de aula, na biblioteca ou noutro local público da escola (‘cartaz’) ou das redes sociais e meios digitais da escola (equivalente a ‘tempo de antena’). Poderão também organizar debates entre vários candidatos e desenvolver outro tipo de material de propaganda, como autocolantes, pins, folhetos, etc. Nas edições de fevereiro e março, a revista VISÃO Júnior dará espaço aos candidatos – quer fazendo entrevistas a alunos, quer publicando trabalhos escritos e cartazes. A partir de 1 de fevereiro, altura em que começa a campanha eleitoral, e até 15 de março, a cobertura estender-se-á à página da VISÃO Júnior na internet e ao Facebook. A campanha termina a 15 de março. Dia 16 será o dia de reflexão.

ORGANIZAÇÃO DO ATO ELEITORAL Para as eleições, que decorrerão a 17 de março, será necessário escolher um presidente por cada, que supervisiona a urna no dia da votação. Devem também ser constituídos grupos de alunos que acompanhem e ajudem à contagem de votos (tal como acontece nas eleições políticas). Estes elementos devem estar escolhidos até 28 de fevereiro.

ELEIÇÕES As eleições devem decorrer preferencialmente na biblioteca da escola ou num lugar de fácil acesso a todos os alunos. Para facilitar o processo, poderá haver mais do que uma mesa de voto por escola. O horário e o local de votação deverá ser tornado público atempadamente a todos os alunos da escola. Haverá uma urna de voto por cada ciclo de ensino, para que se faça separadamente o escrutínio dos votos do 1º ciclo, do 2º ciclo e do 3º ciclo. Neste processo eleitoral, as listas das turmas funcionarão como cadernos eleitorais. À medida que os alunos votarem, os elementos da mesa eleitoral darão baixa de cada nome. Serão considerados nulos todos os votos que tenham mais coisas escritas, para além do número do livro.

ESCRUTÍNIO A contagem dos votos será coordenada pelo professor responsável (ou quem ele designar) e pelo(s) grupo(s) de alunos nomeado(s) para o efeito. O escrutínio terá de ser efetuado até 27 de março, dia em que as escolas enviarão os resultados da forma que lhes for indicada posteriormente. A escola tornará públicos os resultados da votação ali efetuada no primeiro dia de aulas do 3º período.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ELEITORAIS Os resultados eleitorais a nível nacional serão apurados pela Pordata e tornados públicos a 20 de abril.