Participação no Programa CanSat

As Alunas e os Alunos do Real Colégio de Portugal estão a participar no Programa CanSat
 
É com um enorme orgulho que informamos que as nossas alunas e os nossos alunos submeteram na passada sexta-feira os seus trabalhos ao Programa CanSat.
O CanSat Portugal é um projeto educativo da Agencia Espacial Europeia (ESA) (http://cansatportugal.org/), organizado em Portugal pelo Centro AeroEspaço do Aeroclube de Torres Vedras em cooperação com a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, com o objetivo de proporcionar aos estudantes Portugueses a primeira experiência em projetos relacionados com a tecnologia aeroespacial.

A Missão CanSat implica um grande envolvimento e capacidade dos estudantes para trabalharem em equipa num ambiente que reproduz um cenário real de operação, potenciando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua carreira escolar.

A nível pedagógico, esta missão experimental implica uma aprendizagem baseada na resolução de problemas, onde cada estudante deve demonstrar capacidade de trabalho em equipa, utilizando os recursos disponíveis.

Foram submetidas duas candidaturas:

Real Girls Can – Equipa constituída pelas alunas Beatriz T., Capitã de Equipa e responsável pela programação do satélite; Carolina D., responsável pela construção da Groun Station e pelo software de recolha de dados; Carmo B., responsável pelo paraquedas e pelo estudo do microrganismo da missão secundária; Tainircia F., relações públicas e responsável pela imagem da equipa; Érica S., responsável pela construção das antenas e pela eletrónica; e pela professora Sandra Batalha, professora orientadora.
O objetivo do projeto é estudar o desenvolvimento de um microrganismo enviado para um planeta, dentro do satélite, para que prepare a litosfera. O microrganismo é o Bacillus subtilis, que no solo do planeta irá funcionar como um promotor de crescimento de plantas. Este microrganismo vive em colónias, permitindo uma maior eficiência na alimentação, na movimentação, na reprodução e na defesa. Com a possibilidade de crescerem plantas no planeta, mais tarde poderá haver também a possibilidade de ser habitada por outros seres vivos, inclusive o Ser Humano.

Poderá ver o vídeo de apresentação AQUI

Real Flyers – Equipa constituída por Miguel P., Capitão de Equipa e responsável pela programação do satélite; Artur S., responsável pela construção da Groun Station e pelo software de recolha de dados; Vasco F., responsável pelo paraquedas, relações públicas e edição de vídeo e imagem; Bruno M., responsável pela construção das antenas e pela área eletrónica; Carlos Almeida, professor orientador.

A missão consiste em efetuar o lançamento de um satélite posicionado dentro de um rocket que irá ser largado a 1000 metros de distância, num planeta recentemente descoberto. A fiabilidade do satélite encontra-se garantida por testes realizados no ISQ.
Durante a descida do satélite, auxiliado por um paraquedas, cujos testes de resistência foram realizados no LNEC, até ao planeta, são verificadas as condições atmosféricas, como a temperatura, pressão e altitude (BMP180), a humidade (DHT11) e a posição relativa do satélite, através de um giroscópio e, em função da velocidade de descida, a sua aceleração. Todos os dados serão transmitidos em tempo real para a estação terrestre, através de antenas próprias para o efeito e visualizados num software que a equipa de encontra a desenvolver. Posteriormente, estes dados serão trabalhados com o objetivo de serem apresentados à comunidade científica.

Como missão secundária escolheram visionar o fundo de um oceano existente nesse planeta recentemente descoberto. Este visionamento será realizado com recurso a um veículo autónomo submersível que enviará as imagens para o satélite que as retransmitirá para a estação terrestre.

Poderá ver o vídeo de apresentação deste projeto AQUI

Um agradecimento muito especial à Universidade Lusófona que em várias valências contribuíram para que os Projetos fossem concretizados, principalmente pela ajuda da Dra Cristina Matos, por toda a logística, pela ajuda da Professora Doutora Ana Pelerito, investigadora do Instituto Ricardo Jorge e Professora na Universidade Lusófona, que nos ajudará na aquisição das diferentes alíquotas do microrganismo e no estudo do Bacillus subtilis; pela ajuda do Dr. Pedro Costa, pela produção do Vídeo de apresentação.

Ao LNEC, ao Centro de Ciência Viva de Lisboa, ao Instituto de Soldadura e Qualidade, ao ISEL o nosso obrigado!

À Auxiliar Ana Maria Foito, nossa costureira, e ao instrutor Luís Batalha que nos ajudou na dobragem do paraquedas, o nosso Bem Haja!

Aos Nossos Professores Sandra Batalha e Carlos Almeida um agradecimento especial, pela ajuda, empenho e disponibilidade!

Às Nossas Alunas e aos Nossos alunos por todo o trabalho realizado, pelo empenho, dedicação, motivação e entusiasmo, um grande Obrigado! Estamos amplamente orgulhosos pelo trabalho realizado!

Desejamos o maior dos sucessos para Todas e para Todos!