| Real Colégio, um pouco de história |
Quinta do Conde do PaçoO Real Colégio de Portugal, estabelecimento de ensino integrado no Grupo Lusófona, abre as suas portas no ano lectivo de 1999/2000, promovendo a revitalização e nova utilização de um espaço secular, a Quinta do Conde do Paço, integrada numa das mais antigas zonas da freguesia do Lumiar, sendo talvez das construções mais significativas do conjunto de edificações de casas nobres que no decorrer do séc. XVIII e princípios do XIX foram povoando a zona do Paço do Lumiar. Os primeiros proprietários da quinta foram os Viscondes do Paço do Lumiar, D. José Maria da Costa Buena e Nieto Cevallos de Vila Lobos Hidalgo e Moscoso e D. Gregória Antónia Bueno e Nieto Cevallos de Vila Lobos Hidalgo e Moscoso. Estes adquiriram o título de nobreza após terem albergado em 1862 no palácio do Paço do Lumiar o irmão de D. Luís I, Infante D. Augusto, que, enfermo, se fez acompanhar de um numeroso séquito, enfermeiro e médico particular, procurando nos bons ares do Lumiar o restabelecimento da sua saúde, ficando reconhecido pela amabilidade dos Vila Lobos, ascendendo estes a Viscondes. Em 1915, António Vila Lobos, descendente direto do Conde do Paço, resolve vender a propriedade, o que acontece em 1927 quando é adquirida pelo Dr. Carlos Mello e esposa, D. Maria de Mello Espírito Santo, que, tornando-se viúva nos anos 30, fica na posse da propriedade, até que ná década de 80 a Cooperativa de Promoção de Actividades Culturais de Telheiras adquire a propriedade, mas por um curto período de tempo, sendo a mesma vendida a um empreiteiro de construção civil , construindo um condomínio privado nos terrenos da quinta anteriormente divididos em espaços de agricultura e lazer. A antiga Quinta do Conde do Paço nos finais dos anos 90 é adquirida pelo Real Colégio de Portugal, que dada a deterioração da propriedade inicia as obras de recuperação do palácio e principais logradouros. As pinturas murais a fresco de numerosas dependências foram restauradas optando por um suave cromatismo, devolvendo à contemporaneidade um palácio do séc. XVIII recuperado e adaptado aos fins educativos dos seus novos utentes. No exterior, «os proprietários do Real Colégio implementaram um excelente projecto de recuperação deste espaço oitocentista, que perspectivou a integração das espécies arbóreas presentes num novo conceito de “arquitectura de jardim”. A nascente, a quinta pedagógica impõe-se como estrutura complementar na educação dos jovens que frequentam o Real Colégio, possibilitando uma formação integral, não restringida à dimensão meramente cognitiva, mas igualmente sócio-afectiva e humanizante. O contato diário com um património natural e construído refletindo um ambiente harmonioso permite às crianças incorporar valores inerentes a uma visão humanista e ecológica bem dentro das preocupações globais do século XXI.»* Quinta do PisaniO primeiro proprietário da Quinta do Pisani foi o comerciante Paulo Pisani da Cruz que, segundo a história familiar, entre os anos 40 e 60 do séc. XIX mandou erigir o seu palacete na Rua Direita, com as madeiras adquiridas de um galeão. Conhecido como coleccionista, uma parte do seu espólio está representado e exposto na Quinta da Regaleira, em Sintra. Em 1990, a propriedade, nas mãos de representantes da família de origem, é comprada por uma cooperativa, a C.O.C.I.T.E., que aí instala o Instituto Superior de Informática e Gestão, desde há alguns anos desactivada. É em 2009 que a parte da edificação dedicada ao ensino (antigos terrenos agrícolas) é adquirida pelo Real Colégio de Portugal, onde a partir do ano lectivo de 2010/2011 e através de uma recuperação dos antigos edifícios, se estabelece um parque escolar que permite o Real Colégio de Portugal estender o seu projecto educativo ao 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico. * Ferreira, Rosa Trindade; Boletim nº 22 de Julho de 2008 da Junta de Freguesia do Lumiar. |
Rua Direita ao Paço do Lumiar, n°9, 1600-435 Lisboa